Por Rodrigo Oliveira, diretor da Oitavus Marketing Industrial
Uma das perguntas que mais recebo de gestores industriais quando converso sobre o Método MAV é: mas na prática, como funciona?
É uma pergunta legítima. O mercado de marketing digital está cheio de metodologias com nomes criativos e promessas ambiciosas que, na prática, se resumem a posts em redes sociais e relatórios de engajamento. Por isso, resolvi escrever este artigo com honestidade sobre como a Oitavus trabalha. Não o discurso de vendas, mas o processo real.
Começa com um diagnóstico honesto
Todo projeto na Oitavus começa com um diagnóstico. E quando digo diagnóstico, não estou falando de um checklist de redes sociais ou de uma análise automática de SEO gerada por ferramenta.
Estou falando de uma conversa estruturada com os líderes da empresa, onde exploramos juntos algumas perguntas fundamentais: de onde vêm os clientes hoje? Quais são os perfis de comprador que mais convertem? Qual é o ciclo médio de venda? Quais concorrentes estão ganhando espaço e por quê?
Essas perguntas revelam coisas que nenhuma ferramenta consegue mostrar. Elas expõem os padrões reais de como a empresa gera negócios e onde estão as maiores oportunidades de alavancagem.
O mapeamento de presença: onde a empresa está e onde deveria estar
Depois do diagnóstico comercial, fazemos um mapeamento da presença digital atual. Avaliamos como a empresa aparece no Google para os termos que o seu comprador pesquisa, qual é o estado do perfil no LinkedIn e como está a qualidade e a consistência do conteúdo técnico publicado.
Esse mapeamento quase sempre revela um gap significativo entre o que a empresa tem de autoridade técnica real e o que ela consegue comunicar digitalmente. E é esse gap que o MAV vai trabalhar para fechar.
A construção do ecossistema MAV
Com o diagnóstico e o mapeamento feitos, começamos a construção do ecossistema. Isso acontece de forma sequenciada, porque tentar ativar todos os quatro canais ao mesmo tempo sem uma base sólida produz resultado medíocre em todos eles.
Normalmente, começamos pelo que chamo de base técnica: o site com conteúdo relevante, os primeiros artigos técnicos e a otimização inicial para os termos de busca prioritários. Essa base precisa estar minimamente sólida antes de ativar os canais de prospecção ativa.
O que acontece nos primeiros meses
Vou ser direto sobre algo que nem todos no mercado têm a honestidade de dizer: o MAV não produz resultados imediatos. Qualquer agência ou profissional que prometa resultados significativos em marketing industrial em 30 ou 60 dias está sendo, no mínimo, impreciso.
Nos primeiros dois meses, o trabalho é predominantemente de construção. A partir do terceiro e quarto mês, os resultados começam a aparecer com mais consistência: conversas que avançam para reuniões, prospects que chegam mencionando o conteúdo que leram, posicionamento orgânico que começa a trazer visitas qualificadas.
A partir do sexto mês, o sistema está mais maduro e os resultados são mais previsíveis. Não perfeitos, porque marketing não é uma ciência exata. Mas consistentes o suficiente para que a empresa consiga planejar o crescimento com base neles.

O que precisa vir da empresa
O que mais precisa vir da empresa é o conhecimento técnico. Nós trazemos a metodologia, a estrutura, os processos e a execução dos canais. Mas o conteúdo técnico que vai diferenciar a empresa no mercado precisa vir das pessoas que conhecem a fundo o produto, a aplicação e o cliente.
Por que escolhemos trabalhar exclusivamente com o mercado industrial
Quando conseguimos fechar o gap entre a autoridade técnica real e a presença digital de uma indústria, o resultado não é apenas crescimento comercial. É o reconhecimento, no mercado, de uma autoridade que já existia antes. Isso é o que me motiva a continuar nesse trabalho.
Se você quiser conversar sobre como o MAV pode funcionar para a sua indústria, estou disponível para um diagnóstico sem compromisso. Fale com a equipe da Oitavus.
Rodrigo Oliveira | Diretor da Oitavus Marketing Industrial